quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

RESTAURO DE PEÇAS EXÓTICAS
















Excelente trabalho de restauro de "peças exóticas" do século passado, dignas do acervo do "Museu Nacional de Arte Moderna".

quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

EXCEPÇÕES À UNANIMIDADE SOBRE A VIDA E OBRA DE MANDELA ...




















Considerações oportunas de Vasco Pulido Valente, sobre a unanimidade vigente relativa à vida e obra de Mandela.

«A morte de Mandela mostrou a indigência do jornalismo português. [...] a generalidade do público ficou sem saber quem fora o homem e o que fizera. Para começar, ficou sem saber que nascera na família real da nação xhosa (sobrinho do soba), que estudara numa escola metodista inglesa e na Universidade de Witwatersrand, que se formara em Direito e que abrira um escritório de advogado em Joanesburgo. Parecendo que não, estas trivialidades são e continuaram sempre a ser parte do político e explicam em parte a sua carreira.

Também não se disse nada sobre a evolução de Mandela de uma estratégia pacífica e moderada contra o apartheid para uma estratégia de resistência armada (que incluía sabotagem, terrorismo e guerra) e, depois para a fase final de reconciliação e da paz, que o tornou definitivamente nessa espécie de santo laico hoje celebrada. [...]

Pior do que isso: não me lembro de uma única frase, excepto do próprio Gorbatchov, sobre a queda do Muro de Berlim, sobre o colapso do império soviético na Europa oriental ou sobre aperestroika e a fraqueza do poder na própria Rússia, quando De Klerk libertou Mandela, em 1990, e resolveu negociar com o ANC, perante a impassibilidade da direita do Ocidente. A África do Sul não corria agora o risco de cair nas mãos de um ANC dominado pelos “companheiros de caminho” do comunismo, em que Mandela não se conseguiria impor e menos conduzir pelos doces caminhos do “perdão”.
De qualquer maneira, convém lembrar que em 2013 a África do Sul continua dividida entre brancos ricos e pretos pobres, que sofre de uma criminalidade nos limites do intolerável e de uma epidemia de sida que nenhum governo foi capaz de travar ou de atenuar. Com ou sem Mandela, não é um sítio recomendável.»
In Público, 8 Dezembro 2013

O FACEBOOK, OS "LIKES" E OS SEUS EQUÍVOCOS















O Facebook deu mais um passo nas relações humanas. Havia um drama com o famoso Like (gosto). Eu escrevia no Facebook que tinha ganho no euromilhões e os meus amigos dedilhavam Like. Para isso há mesmo um botão, enfim, estamos no mundo virtual, não é botão, botão, é um quadradinho a dizer Like.

E a minha alma derretia-se com os "gosto" dos meus amigos. Mas, lá está, surgiam situações estranhas. Era assim: eu escrevia que a minha tia-avó tinha morrido. E apareciam vários Like dos meus amigos... Que teria feito a tia Aurora para tão mal lhe quererem?! Calma, acontecera tão-só que o botão era único e, sem tempo de me escreverem uma mensagem (já nem digo de irem ao enterro), os meus amigos não queriam que eu pensasse que em hora tão triste me deixavam sozinho. Daí terem carregado no único botão comunicacional disponível, o tal Like... 

Isto de sentimentos nunca é simples, o Deus castigador do Velho Testamento precisou de milénios para passar ao Deus que perdoa, no Novo. Também o Facebook começa a pensar acasalar o velhinho Like com outro botão que garanta que os nossos amigos estão connosco sem, por isso, parecer que batem palmas. E vão chamar-lhe Sympathise. Em inglês podemos traduzir sympathise com o sofrimento de um amigo, quer dizer que estamos com ele. Em português, receio que o novo botão vai causar alguns cortes de relações.

A solução não é, como já li, traduzi-lo para "Empatia". É ir ter com o amigo e dar-lhe um abraço.

Por Ferreira Fernandes no DN de hoje.